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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Eu Indico - A Guerra Que me Ensinou a Viver - Kimberly Brubaker Bradley

 Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço. Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade? Mais uma vez, Kimberly Brubaker Bradley conquista com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz. Discutindo assuntos delicados com ternura, a autora guia o leitor por uma jornada que mostra a beleza dos pequenos gestos. E, ao revelar as camadas de seus personagens, apresenta uma história sobre amadurecimento e aceitação — principalmente para Ada, que precisa aprender a acreditar. Acreditar em sua família e em si mesma. Na resiliência que vem da dor. Na superação que vem do medo. Na empatia, que reacende a humanidade. E no amor, é claro. Em sua forma mais pura e sincera. A GUERRA QUE SALVOU A MINHA VIDA foi vencedor de diversos prêmios e adotado em escolas nos Estados Unidos.

Ano: 2015
Autora: Kimberly Brubaker Bradley
Seguido por: A guerra que salvou a minha vida
Editora: Dial Press
Páginas: 316

O livro de hoje é o romance lindo da escritora Kimberly B. Bradley. A guerra que me ensinou a viver é continuação do livro A Guerra que Salvou a Minha Vida. Depois de muita espera, enfim conseguir o segundo livro para ler, depois de meses de bloqueio esse foi o único livro que conseguir me despertar interesse para voltar ler. A historia começa continuando o primeiro livro, com um pano de fundo da segunda guerra mundial, entretanto como a narradora é jovem temos pouco aprofundamento nos acontecimentos no desenrolar da guerra. Como dito anteriormente em minhas resenhas, eu tenho uma queda por romances ambientados na segunda guerra. E esses dois romances são muito cativantes, é impossível não se emocionar e se envolver com os personagens. O livro me lembrou outra historia parecida Toda Luz Que Não Podemos Ver, uma historia igualmente emocionante, envolvendo crianças na segunda guerra. A historia é maravilhosa, vale a pensa ler.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Eu Indico - Toda luz que não podemos ver - Anthony Doerr


Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.Uma história arrebatadora contada de forma fascinante

Ano: 2014
Autor: Anthony Doerr
Editora: Intrisseca
Páginas: 444


A resenha de hoje conta em narrativas paralelas, a historia de Werner, órfão alemão que aos poucos é cooptado pela máquina nazista, e de Marie­ Laure uma menina francesa que perde a visão e vive sob a proteção do pai.
Werner vive num orfanato é apaixonado por transmissões de rádio, aprende consertar, fazer cálculos e identificar emissores e seu talento desperta a atenção da Alemanha.
Já o pai de Marie ­Laure trabalha em um museu e é guardião de um dos maiores tesouros da França, um diamante mítico a que se atribui poderes e maldições. Com a guerra, pai e filha fogem pelo país e acabam numa cidadezinha litorânea, protegidos por um tio-avô que fica maluco depois da grande guerra e que também tem uma coleção de rádios.
Já Werner é convocado para a juventude hitlerista e se vê mais perto de realizar seu sonha de estudar engenharia. São duas historias tristes, em locais diferentes da Europa que caminham para um encontro inevitável. O romance é narrado vezes pela terceira pessoa, vezes pela visão das crianças.
Com um final trágico emocionante, a historia chega a ser um pouco extensa. Ler um livro com uma 'visão' de uma criança que não enxerga é um aprendizado, adorei o livro.