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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Eu Indico - A Guerra Que me Ensinou a Viver - Kimberly Brubaker Bradley

 Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço. Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade? Mais uma vez, Kimberly Brubaker Bradley conquista com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz. Discutindo assuntos delicados com ternura, a autora guia o leitor por uma jornada que mostra a beleza dos pequenos gestos. E, ao revelar as camadas de seus personagens, apresenta uma história sobre amadurecimento e aceitação — principalmente para Ada, que precisa aprender a acreditar. Acreditar em sua família e em si mesma. Na resiliência que vem da dor. Na superação que vem do medo. Na empatia, que reacende a humanidade. E no amor, é claro. Em sua forma mais pura e sincera. A GUERRA QUE SALVOU A MINHA VIDA foi vencedor de diversos prêmios e adotado em escolas nos Estados Unidos.

Ano: 2015
Autora: Kimberly Brubaker Bradley
Seguido por: A guerra que salvou a minha vida
Editora: Dial Press
Páginas: 316

O livro de hoje é o romance lindo da escritora Kimberly B. Bradley. A guerra que me ensinou a viver é continuação do livro A Guerra que Salvou a Minha Vida. Depois de muita espera, enfim conseguir o segundo livro para ler, depois de meses de bloqueio esse foi o único livro que conseguir me despertar interesse para voltar ler. A historia começa continuando o primeiro livro, com um pano de fundo da segunda guerra mundial, entretanto como a narradora é jovem temos pouco aprofundamento nos acontecimentos no desenrolar da guerra. Como dito anteriormente em minhas resenhas, eu tenho uma queda por romances ambientados na segunda guerra. E esses dois romances são muito cativantes, é impossível não se emocionar e se envolver com os personagens. O livro me lembrou outra historia parecida Toda Luz Que Não Podemos Ver, uma historia igualmente emocionante, envolvendo crianças na segunda guerra. A historia é maravilhosa, vale a pensa ler.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Eu Indico - A Mulher do Oficial Nazista - Edith Hahn Beer

Edith Hahn era uma mulher austríaca extrovertida e de opinião forte quando a Gestapo aprisionou os judeus em um gueto e, depois, em um campo de trabalhos forçados. Quando Edith retornou à Viena, ela sabia que seria cassada pelos nazistas. Resolve, com a ajuda de uma amiga cristã, criar uma nova identidade. Assim emerge Grete Denner. Foi como Grete que ela conheceu Werner Vetter, um membro do partido nazista que se apaixonou perdidamente por ela. Apesar de seus protestos e de confessar ser judia, Werner a pediu em casamento e manteve sua identidade em segredo.Neste livro, Edith reconta como era viver em constante medo. Ela revela como os oficiais nazistas casualmente questionavam a linhagem de seus pais, como ela recusou analgésicos durante o parto de seus filhos, o momento em que seu marido foi capturado pelos soviéticos, quando foi expulsa de sua casa e teve que se esconder de soldados russos bêbados que estupravam mulheres na rua, dentre tantas outras experiências terríveis de um dos períodos mais avassaladores da História.

Autores: Susan Dworkin, Edith Hahn Beer
Editora: Harper Collins
Ano: 2017
Páginas: 333
Classificação:4 estrelas

O livro de hoje é mais uma biografia real de uma judia sobrevivente do holocausto ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial. Em A Mulher do oficial Nazista mergulhamos na historia de sofrimento e Edith Harn Beer. Edth ainda era jovem quando a guerra começou, tinha muito planos para sua vida futura, mas aos poucos a guerra foi levando um a um de seus familiares e com eles todos seus sonhos. Com muita esperança de vencer tudo que está passando, ela acredita que logo tudo isso vai passar e tudo será como antes. Edith é jovem e fará de tudo para sobreviver a guerra. Isso inclui se disfarçar entre as pessoas que querer sua morte e de todos da sua religião. O livro é escrito de maneira nostálgica e nos faz viajar no tempo com a autora. É uma historia super envolvente,tensa e angustiante, tornando a leitura hipnotizante. Já li inúmeros relatos de segunda guerra, e ainda assim me surpreendo. O livro me deixou me fez lembrar de um dos romances que mais mexeram comigo A Amante do Oficial, que era ficção. Adorei o livro, o desfecho da historia foi emocionante.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Eu Indico - Éramos Jovens na Guerra - Sara Wallis e Svetlana Palmer

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Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, o contexto de violência inevitavelmente penetrou na consciência e nas palavras de muitos jovens. Éramos jovens na guerra acompanha as cartas e os diários de 16 adolescentes, às vezes de lados opostos do conflito, que escrevem de forma direta e persuasiva sobre suas reações e pontos de vista. São ingleses, franceses, americanos, japoneses, poloneses, alemães e russos, cada um com uma história única e fascinante para contar.
Alguns lutaram e morreram na guerra, outros morreram de fome; muitos foram separados de suas famílias. Todos se viram forçados a amadurecer e tiveram suas vidas transformadas por suas experiências. São relatos que ajudam a construir uma imagem comovente de esperança, medo, preconceito e alegria, de uma juventude que presenciou os horrores de uma guerra mundial.

Imagem relacionadaAno: 2012 
Páginas: 288
Editora: Objetiva       

A resenha de hoje conta a historia de 16 adolescentes que sofreram com a segunda guerra mundial. Os jovens eram de diferentes nacionalidades  entre eles Japão, França, Estados Unidos, Rússia entre outros. O livro relata a dificuldade deles de sobreviver à guerra, mesmo estando nos lugares mais distante, ainda são afetados pelo efeito que a guerra provoca seja de qualquer lado partidário que eles estavam. É uma narrativa forte e impactante, impossível não se envolver no drama desses jovens. Infelizmente somente três dos jovens que contam sua historia sobrevivem à segunda guerra mundial. A leitura é fácil, contudo muito bem escrita, o trabalho das autoras para nos colocar nas situações dos adolescentes de cada país é fantástico. Éramos Jovens na Guerra é aquele livro que  você precisa ter na estante, lê-lo com certeza é um aprendizado.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Eu Indico - Uma Ponte em Terebin - Leticia Wierzchowski

Resultado de imagem para uma ponte para terebinMesclando fatos históricos com a vida dura de um imigrante no início do século XX, Leticia Wierzchowski descortina a chegada de seu avô ao Brasil, sua adaptação a um novo mundo, a uma nova língua, a outros costumes, e nos conta como ele conhece sua esposa: a serena e forte Ana, a força feminina que alinhava o romance. Uma ponte para Terebin conta as andanças desse personagem fascinante, um homem capaz de abandonar a segurança de uma nova pátria para cair de cabeça em uma das guerras mais sangrentas da história. Sim, o jovem Wierzchowski voltou à Europa para combater Hitler e, segundo as pesquisas da neta, conquistar um ou outro coração.

Leticia Wierzchowski
Editora Bertrand Brasil,
448 Páginas

A resenha de hoje é mais uma biografia ambientada na segunda guerra. Uma ponte para Terebin, de Letícia Wierzchowski, é conta a dramática historia do polonês Jan Wierzchowski, avô da autora do livro. Jan chegou ao Brasil ainda jovem e recém casado para tentar uma vida melhor e fugir das perseguições dos nazista na Polônia. Aqui no país ele se estabelece em Porto Alegre e começa a trabalhar com construção civil. Não muito tempo depois, a frágil Feliska acaba falecendo. Jan, que tinha uma compleição física e modos que sempre agradaram às mulheres, logo casa com Anna, uma polonesa que estava estabelecida há bastante tempo no país e que falava bem o português (e que também viria a ser a avó da autora de Uma ponte para Terebin). Jan deixa sua esposa e seu filho e decide ir ajudar seus conterrâneos durante a segunda guerra mundial.A narrativa mescla fatos de quando Jan está na guerra e ao mesmo tempo o sofrimento da sua esposa Ana com a doença do seu filho pequeno. O livro é emocionante, e nos mostra uma versão um pouco diferente dos que estamos habituados a ler. A historia é muito bem escrita a escritora fez uma pesquisa completa, é um aprendizado ler o livro.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Eu indico: A Bibliotecária de Auschwitz - Antonio G. Iturbe

Resultado de imagem para a bibliotecária de auschwitzUma garota de 14 anos. Um professor. Oito livros. Esperança. Em plena Segunda Guerra Mundial, no maior e mais cruel campo de concentração nazista, cerca de quinhentas crianças convivem todos os dias com a morte e com o sofrimento. No pavilhão 31, de vez em quando uma janela é aberta para férias. Obra de Fred Hirsch, o professor que consegue convencer os alemães a deixa-lo entreter as crianças. Desta forma, garante ele aos nazistas, seus pais – judeus – trabalhariam bem melhor. Os alemães concordam, mas com uma condição: seria terminantemente proibido o ensino de qualquer conteúdo escolar no local.Mal sabiam eles o que a jovem Dita guardava na barra da saia: livros.
Baseado na história real de Dita Dorachova, A bibliotecária de Auschwitz é o registro de uma época triste da história, mas também o relato de pessoas corajosas que não se renderam ao terror e se mantiveram firmes na luta por uma vida melhor, munindo-se de livros.


Resultado de imagem para auschwitzAutor: Antonio G. Iturbe
Livro: A Bibliotecária de Auschwitz
Editora: Agir (Editorial Planeta)
Ano: 2012
Páginas: 368 


A resenha de hoje é A Bibliotecária de Auschwitz, mais uma obra baseada em fatos reais com plano de fundo na segunda guerra mundial. Eu gosto muito de ler sobre esse tema, ainda que seja um pouco sofrido é sempre um aprendizado. O livro é narrado por alguns personagens, mas a principal é Edita Dorachova, uma garota de 14 anos que é bibliotecária no campo de concentração de Auschwitz, que busca nos livros uma distração para esquecer os horrores que vê todos os dias a sua volta. O livro é escrito de uma maneira nostálgica quase poética. Tive um pouco de dificuldade em engrenar na leitura, a escritora massifica um pouco demais o sofrimento das pessoas. Entretanto gostei do desfecho da historia. O livro é baseado em uma historia real, com personagens real, fazendo disso uma final surpreendente.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Eu indico - A Ilha do Dr. Schultz – Ataíde Tartari

Resultado de imagem para a ilha do dr schultzEm 1985, caçadores de nazistas de todo o mundo desembarcaram em São Paulo com o propósito de examinar os restos mortais de Josef Mengele. Entre eles estava um falasha chamado David Samen. Seguindo uma pista sobre a vida de Mengele no Brasil, Samen descobre o esconderijo de outro médico nazista, o Dr. Schultz, que fizera experiências em judeus negros como ele. Este romance é a versão em português de “Tropical Shade”.
Título Original:Tropical Shade
Autor Ataíde Tartari
Editora Independently Published 

Ano:2013
Páginas: 181 páginas

A ilha do Dr. Schultz é aquele livro curtinho que você começa a ler sem muitas expectativas e devora em menos de um dia. A história nos mostra a investigações da caça a Josef Mengele, um dos médicos nazistas que realizava experimentos com os judeus nos campos de concentração de Auschwitz na Segunda Guerra Mundial. ‘O anjo da morte’ como ficou conhecido fugiu e viveu no Brasil muito anos até morrer de afogamento em 1979 em São Paulo, foi enterrado como um nome falso, mas após muitas investigações de caçadores de nazistas seu túmulo foi descoberto e exumando em 1985. Nessa busca incessante o investigador David Samen acaba encontrando por acaso outro médico nazista amigo de Mengele que vive em uma ilha de Angra dos Reis livremente e até usa seu nome verdadeiro doutor Ernest Schultz. Ataíde Tartari descreve sem muitas delongas o passo a passo das investigações cada vez mais tensa fazendo com que a nossa curiosidade não nos deixa parar de ler. O livro é breve mais bem informativo e com um final surpreendente

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Eu indico - O Buraco da Agulha - Ken Follett

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O espião alemão Henry Faber, codinome “Die Nadel”, está na Inglaterra a fim de descobrir informações para seu país. Mas ele não é qualquer espião. É um espião da alta confiança de Hitler. Quando ele faz uma descoberta capaz de mudar os rumos da Segunda Guerra Mundial, sua missão é enviar provas para a Alemanha. Mas essa é uma jornada cheia de perigos. Conhecido também como “o assassino do estilete de Londres” são muitas as pessoas atrás de Faber.

Titulo Original: Eye of the Needle
Editora: Record
Ano:1978
Páginas: 384



A historia de hoje é mais um livro dos clássicos de espionagem escritos Ken Follett. O buraco da agulha é mais um de seus livros ambientados na segunda guerra mundial. A trama acompanha a jornada do brilhante espião alemão – e homem de confiança de Hitler – Henry Faber (chamado Die Nidel, a Agulha), na Inglaterra, desde as vésperas da II Guerra até o seu envolvimento na investigação dos planos de ataque dos Aliados, em 1944. Faber não mede esforços para conseguir as informações de que precisa para enviar para o seu Führer. Quando seu barco afunda ele vai para em uma ilha isolada na Escócia. Henry Faber é socorrido por um casal que mora distante Lucy e David Rose. Ambos sofreram um acidente na sua de mel e David acabou impossibilitado de andar e ficou numa cadeira de rodas. Para evitar a humilhação ele veio para a ilha onde não houvesse ninguém olhando para ele com pena. Só que seu relacionamento nunca mais foi o mesmo e Lucy acaba se envolvendo com o desconhecido sem saber quem ele é.
Eu demorei a me envolver nesse livro, e quando o fiz não conseguia largar. Os personagens são muito bem criados, o escritor cuida de cada detalhe construindo assim uma história perfeita. O suspenso é constante é impossível não torcer pelo ‘vilão’ ou pelos ‘mocinhos’.
O buraco da agulha é o segundo livro que leio de Ken Follett, o primeiro foi As espiãs do dia D, que também adorei ambos são muito bons superaram minhas expectativas para quem gosta de uma boa historia de espionagem eu indico.

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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Eu indico - O Leão da Toscana - Aili e Andres McConnon

Resultado de imagem para o leão da toscanaO ciclista italiano Gino Bartali foi um dos mais importantes atletas do século XX e, o que poucos sabem, foi um herói durante a Segunda Guerra Mundial. Essa biografia comovente, acompanha sua trajetória, desde a infância pobre, passada em um vilarejo próximo à Florença, até o momento em que a Itália entra em guerra e é ocupada pelos nazistas. Gino abriga uma família judia e participa de ações secretas e arriscadas, como a de transportar, no quadro da bicicleta, identidades falsas que salvaram a vida de centenas de perseguidos.No fim da guerra, mesmo desacreditado, Gino Bartali, conhecido como O Leão da Toscana por sua capacidade de superação e tenacidade, consegue retomar a carreira. Uma história que continua inspirando gerações.Um cidadão simples, e grande atleta, decide se opor a uma ditadura política cruel e racista salvando judeus na Itália. 
Ano: 2012  Páginas: 342   Editora: Zahar 


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A resenha de hoje é a biografia do ciclista italiano Gino Bartali. O livro conta a historia real de um menino pobre de uma cidadezinha da Itália que amava andar de bicicletas. Com a Segunda guerra Mundial como plano de fundo o escritor nos mostra as vitórias do ciclista antes da guerra. Gino ficou sem competir por anos durante o período da guerra. Mas mesmo assim pedalava quilômetros para ajudar judeus clandestinamente a escapar dos nazistas. Bartali chegou a ser preso pelos soldados enquanto ajudava nas fugas dos judeus, mas a Itália foi liberta logo em seguida e logo em seguida e ele estava livre novamente para competir. Mesmo com idade avançada para um atleta, Gino venceu novamente a competição em 1948 voltando a ser o herói italiano de anos atrás. A biografia é muito completa, acompanha os personagens até os anos 2000, também nos mostra as várias faces das guerras em diferentes países e épocas diferentes. Vale a pena ler o livro, é comovente  a paixão do personagem pelo ciclismo.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Eu indico - O arquiteto de Paris - Charles Belfoure

1942, Paris está ocupada pelas tropas alemãs. Lucien Bernard é um talentoso arquiteto, sem trabalho devido à guerra. Acaba de receber uma proposta que lhe pode proporcionar uma avultada quantia em dinheiro ou talvez levá-lo à morte. Tudo o que tem a fazer é projetar um esconderijo secreto para um judeu abastado. Um espaço tão invisível que nem o mais astuto oficial alemão seja capaz de descobrir. Lucien necessita urgentemente de dinheiro, e tentar enganar os Nazis que ocupam a sua cidade é um desafio a que ele se sente incapaz de resistir. Mas apercebe-se do perigo que isso representa. Valerá a pena arriscar a vida em troca de dinheiro para salvar alguém que ele afinal nem conhece? Uma narrativa cheia de ironia, intriga e emoção.
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Autor: Charles Belfoure 
Editor: Editorial Presença
Ano:2015 
Páginas: 352
A resenha de hoje é mais uma historia intensa com cenário segunda guerra mundial. O drama é em torno do arquiteto Bernard Lucien, um francês que a principio é egocêntrico e ambicioso no inicio da guerra.Sua unica preocupação é consigo mesmo independente do que acontece ao seu redor. O autor deixa claro ao longo das paginas o sentimento de ódio que Lucien alimenta pelos alemães não pelo que faziam com os Judeus, mas com o que faziam com Paris, que se definhava dia após dia. Até que um dia Lucien, é convidado por August Manet, um rico empresario, a arquitetar esconderijos secretos em seus apartamentos para abrigar Judeus. Esses esconderijos são muito bem elaborados para que os nazistas não descubram. Porém conforme Lucien vai trabalhando com Manet para salvar judeus, seus conceitos sobre os judeus começa a mudar. Lucien, é chamado para construir fábricas para alemães, e ao mesmo tempo projetista de esconderijos para judeus. A cada construção de esconderijos, Lucien se arrisca cada vez mais  para salvar pessoas. A historia é tensa, é impossível parar de ler e a cada pagina você teme que a Gestapo descubra tudo e Lucien acabe preso. Confesso que temi um final trágico, já que começar uma leitura de segunda guerra é sempre um risco de muitos choros. Adorei esse livro, o escritor é excelente, cativa o leitor até o final da historia!

quarta-feira, 14 de março de 2018

Eu indico - Jardim de inverno - Kristin Hannah

Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas. A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história. Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são. “Difícil não rir um tanto e chorar ainda mais com a história de mãe e filhas que se descobrem no último momento.
Título: Jardim de Inverno.
Autor: Kristin Hannah
Editora: Novo Conceito
Páginas: 416
Ano: 2013


A resenha de hoje é mais um daqueles livros fantástico de Kristin Hannah. Quem já leu algum livro dela sabe da capacidade que a escritora tem de nos emocionar com suas historias incríveis.
Em Jardim de Inverno temos Meredith e Nina duas irmãs, que desde a infância sofrem com a falta de proximidade por parte da mãe Anya, uma mulher estranhamente fria, que parece nem amar as filhas. E temos também Evan, o pai amoroso que tenta manter a família unida e compensar às meninas a falta que uma mãe e presente faz muito. As irmãs crescem e levam vidas bem diferentes. Meredith é casada, tem duas filhas que estudam fora, mora com o marido e trabalha com os negócios da família. Nina viaja o mundo como fotógrafa, mas não leva a sério seu namoro, usa seu trabalho como fuga. Evan pede no seu leito da morte que Anya conte a suas filhas um conto de fadas que ela contava para as meninas quando crianças, a única maneira delas realmente compreenderem a falta de afeto e sentimento da mãe para com as filhas. Mesmo contrariada Anya vai contando aos poucos seu conto de fadas que posteriormente descobrimos ser a historia da sua infância um pouco fantasiada e assim as três vão se unindo. Assim Anya revela seu passado trágico em Leningrado e como perdeu toda sua família na mão dos russos. Confesso que no inicio eu fiquei com raiva da frieza Anya, mais aos poucos, quando seu passado se revela, é impossível não se comover com a personagem. Com personagens muito bem criados, e um final estarrecedor, Jardim de inverno é mais um livro da escritora Kristin Hannah pra de deixar de queixo caído. Adorei o livro, me surpreendeu de todas as maneiras!




quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Eu indico - Reparação - Ian Mc Ewan

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O premiado escritor Ian McEwan arma em “Reparação” uma trama fascinante em torno de Briony Tallis, pré-adolescente que nutre a ambição de se tornar escritora. No dia mais quente do verão de 1935, numa casa de campo da Inglaterra, Briony vê pela janela uma cena incompreensível: sua irmã mais velha, sob o olhar de um amigo de infância, filho da arrumadeira da família, despe a saia e a blusa para mergulhar, de calcinha e sutiã, na fonte do quintal. A partir desse episódio e de uma sucessão de equívocos, a aprendiz de romancista, movida por uma imaginação fértil, comete um crime que marcará o futuro de toda a família — e Briony passará o resto da vida tentando desfazer o mal que causou. Além da questão da culpa e do perdão, o leitor perceberá, retrospectivamente, que estavam em jogo ao longo de toda a obra também a relação entre ética e estética e uma reflexão sofisticada sobre a natureza da literatura, seus poderes e limitações.
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Autor: Ian McEwan
Título original: Atonement
Ano:2001
Paginas: 371
Editora: Cia das Letras





Com sua mente fantasiosa de adolescente, Briony vê de longe um breve encontro entre sua irmã 10 anos mais velha Cecilia e Robbie, o filho de uma das empregadas. A partir dessa cena Briony cria uma historia errônea que nunca conseguira superar. Cecilia começa a se redescobrir como mulher. Recém-formada em Cambridge com Robbie – o rapaz que conhece desde sempre e que, graças a seu pai, conseguiu se formar na mesma universidade. Robbie é um bom moço. Graças ao patrão de sua mãe que foi abandonada pelo marido conseguiu um  diploma de Cambridge.
O livro é dividido em três partes:
A primeira nos fala sobre o verão que mudou a vida dos Tallis e de seus convidados. As decisões de Briony muda o rumo de todos da casa, e narrada em terceira pessoa revezando o ponto de vista de Briony, Cecilia e Robbie.
E a segunda parte Robbie está nas Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial. Aos poucos vamos descobrindo o que levou Robbie a guerra e como foi obrigado a se despedir de Cecilia. E a terceira parte trata da vida de Briony desde a Guerra até seu envelhecimento, conseguimos entender como o que fez no passado afetou suas decisões e sua tentativa de consertar as coisas.
Eu protelei o quanto pude a leitura desse livro, primeiro porque acabei assistindo o filme antes de ler o livro, e segundo porque eu sabia que iria sofrer ao longo das paginas. A primeira vez que vi o filme eu fiquei estarrecida, revoltada, e com raiva ao mesmo da historia, foi só na segunda vez que assisti ao filme alguns anos mais tarde que chorei muito. É muito difícil resenhar esse livro, faz quase um mês que li e ainda me emociono para escrever. Sinto que tudo que eu disser ainda será pouco para descrevê-lo. Reparação é muito bem construído, envolvente, lindo e claro trágico. Não tem como não se emocionar com livro, e torcer pelos ‘mocinhos’. O titulo se encaixa perfeitamente com a história, escritor não poderia escolher um titulo que caísse tão bem quanto esse.
Tenho que destacar a excelente fotografia do filme, por incrível que pareça o filme é realmente baseado no livro, é raro ver alguma mudança no roteiro. Postei neste blog a resenha sobre o filme Desejo e Reparação .


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Eu indico - Irmãs em Auschwitz - Heather Dune Macadam

 Uma das poucas pessoas a se entregar voluntariamente para o exército alemão e ir a um campo de concentração – quando ainda se acreditava que eram apenas campos de trabalho – Rena Kornreich fez parte do primeiro transporte em massa de judeus para Auschwitz e sobreviveu ao campo nazista por mais de três anos, junto a sua irmã mais nova – Danka. Juntas, ambas tiveram de ser resilientes a cada a perversidade vivenciada durante o período de aprisionamento. E, a despeito da iminência da morte, das doenças, das surras e do trabalho forçado, os relatos de Rena a respeito da convivência entre as prisioneiras nos garantem que a empatia emergida dentro de cada dormitório e de cada grupo de trabalho encorajou essas mulheres a permanecerem unidas até que Auschwitz fosse libertado e suas vidas fossem devolvidas para sempre. 

Título Original: Rena´s Promise
Autoras: Rena Kornreich Gelissen e Heather D. Macadam
Ano: 2015
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 300


'Irmas em Auschwitz' é mais um de segunda guerra que eu leio. Quem me conhece sabe que mesmo triste as historias que eu mais gosto são as de fundo na segunda guerra. A narrativa se divide ora entre a escritora  Heather Dune Macadam, ora entre Rena Kornreich Gelissen uma sobrevivente do holocausto.
Logo no começo Rena conta que era  prisioneira nº 1716 em Auschwitz conforme a tatuagem em seu antebraço esquerdo, que removeu cirurgicamente anos depois a fim de evitar especulações de pessoas curiosas. 
Rena é de família polonesa e judia  sobreviveu pouco mais de 3 anos em campos de concentração, vitima de trabalhos forçados e em condições sub-humanas. Pouco depois de estar no campo Rena encontra sua irmã mais nova Danka. As duas prometem cuidam uma da outra ate 'poderem voltar para casa'. A historia é simples e muito comovente, é inevitável não se emocionar em determinados momentos. A maneira como Rena protege a irmã mais novo é muito nobre. A compaixão entre as prisioneira é contrastadas com maldade das guardas nazistas que supervisionam os campos. Destaque para a dedicação da autora  que traduziu e explicou no rodapé todas a expressões alemãs e judaicas que são citadas, adorei o livro.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Eu Indico - Toda luz que não podemos ver - Anthony Doerr


Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.Uma história arrebatadora contada de forma fascinante

Ano: 2014
Autor: Anthony Doerr
Editora: Intrisseca
Páginas: 444


A resenha de hoje conta em narrativas paralelas, a historia de Werner, órfão alemão que aos poucos é cooptado pela máquina nazista, e de Marie­ Laure uma menina francesa que perde a visão e vive sob a proteção do pai.
Werner vive num orfanato é apaixonado por transmissões de rádio, aprende consertar, fazer cálculos e identificar emissores e seu talento desperta a atenção da Alemanha.
Já o pai de Marie ­Laure trabalha em um museu e é guardião de um dos maiores tesouros da França, um diamante mítico a que se atribui poderes e maldições. Com a guerra, pai e filha fogem pelo país e acabam numa cidadezinha litorânea, protegidos por um tio-avô que fica maluco depois da grande guerra e que também tem uma coleção de rádios.
Já Werner é convocado para a juventude hitlerista e se vê mais perto de realizar seu sonha de estudar engenharia. São duas historias tristes, em locais diferentes da Europa que caminham para um encontro inevitável. O romance é narrado vezes pela terceira pessoa, vezes pela visão das crianças.
Com um final trágico emocionante, a historia chega a ser um pouco extensa. Ler um livro com uma 'visão' de uma criança que não enxerga é um aprendizado, adorei o livro.



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Eu indico - Os diários secretos - Camilla Läckberg

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O verão está a chegar ao fim e a escritora Erica Falk regressa ao trabalho depois de gozar a licença de maternidade. Agora cabe ao marido, o inspetor Patrik, tratar da pequena Maja. Mas o crime não dá tréguas, nem sequer na tranquila cidade de Fjällbacka e, quando dois adolescentes descobrem o cadáver de Erik Frankel, Patrik terá de conciliar os cuidados à filha com a investigação do homicídio deste historiador especializado na Segunda Guerra Mundial. Recentemente, Erica fez uma surpreendente descoberta: encontrou os diários da mãe, com quem teve um relacionamento difícil, junto a uma antiga medalha nazi. Mas o mais inquietante é que, pouco antes da morte do historiador, Erica tinha ido a casa dele para obter informações sobre a medalha. Será que a sua visita desencadeou os acontecimentos que levaram à sua morte? E estará Erica preparada para conhecer os segredos dos diários da mãe? Camilla Läckberg combina com mestria uma história contemporânea com a vida de uma jovem na Suécia dos anos 1940. Com recurso a numerosos flashbacks, a autora leva-nos a descobrir o obscuro passado da família de Erica Falk.

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Autor: Camilla Läckberg
Título: "Os diários secretos"
Editora:Dom Quixote 
Ano: 2012.
Páginas: 420


A resenha de hoje é Os diários secretos da escritora sueca Camila Lackberg . O livro é contado por vários personagens ao mesmo tempo em épocas diferentes, que se entrelaçam conforme o desenrolar da historia na pequena cidade costeira de Fjällbacka, na Suécia . Tudo começa quando a escritora Erica Falck encontra um baú com diários da sua mãe e uma medalha nazista. Ao ler os diários da sua mãe ela descobre uma pessoa totalmente diferente da mãe que ela conhecia, resolve pesquisar mais sobre a medalha que encontrou. Erica procura o historiador especialista em segunda guerra Eric Frankel para ele a analisar a medalha.
À medida que lê os diários da mãe, Erica acaba descobrindo que Eric e seu irmão Axel eram amigo de sua mãe na juventude.
Quando Eric frankel é achado morto e posteriormente Britta - outra velha amiga da mãe que também aparece morta, Erica começa a pensar que não se trata de uma mera coincidência...
Camilla Läckberg constrói histórias muito bem estruturadas e com uma criatividade incrível, com enredo um pouco extenso ainda assim não cai em monotonia.Adorei a historia, ainda não tinha lido nada com um fundo na suécia.
Há uma adaptação do livro em um filme sueco com o nome The Hidden Child (Tyskungen)
lançado em 2013, apesar do filme mudar bastante o contexto do livro ficou muito bom, a fotografia ficou perfeita.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Eu indico - A vida em tons de Cinza - Ruta Sepetys


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1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias.
Título: A Vida em Tons de Cinza 
 Autor: Ruta Sepetys
Editora: Arqueiro 
 Ano: 2011 
Páginas: 240

A vida em tons de cinza é contada por Lina uma Lituana de 15 anos nos que é deportada pela união soviética juntamente com sua mão Elena e seu irmão Jonas para a sibéria para serem escravos em campos de trabalho escravo. Lá Lina sua família e mais centenas de outras enfrentam o frio, a fome, as doenças e muitos estupros e humilhações para sobreviver. 
Em seus ataques de desespero Lina desenha em papel tudo o que estava passando colocou em um pote e enterrou para que fosse encontrados depois.
Mesmo com um tema pesado e doloroso a escritora consegue dar leveza a historia. A compaixão e solidariedade  uns com os outros nos campos é contrastada com as crueldades dos soldados da NKVD.
Apesar de todo o sofrimento Lina sobreviveu e foi libertada junto com seu irmão Jonas apos 12 anos sendo forçados a manter silêncio sobre as atrocidades cometidas no campo, foi em meados dos anos 90 que foram descobertos de documentos, diários e desenhos enterrados por deportados que temiam morrer nos campos que o mundo passou a ter noção das barbáries cometidas ali.
Li esse livro em três dias e não me desliguei da historia, fiquei repassando por vezes na minha mente que agora ainda não sei como resenhar para vocês tudo que eu senti ao ler cada página, que a escritora escreveu. Eu sempre leio livros em que os nazistas são os vilões, é o primeiro livro que leio onde o terror é comandado pelos soviéticos, a gente sabe que tem guerra que destrói tudo e todos , mais você só tem dimensão do estrago até ler sobre o assunto . Devo destacar a dedicação da escritora, de pesquisar ouvir relatos e mostrar ao mundo um lado  tão pouco conhecido 
da  segunda guerra mundial. Adorei o livro muito bem escrito, leiam!



Estima-se que Josef Stalin tenha matado mais de 20 milhões de pessoas durante seu reinado de terror. Estônia, Letônia e Lituânia perderam mais de um terço de sua população durante o genocídio soviético...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Eu indico - Sonata em Aushwitz - Luize Valente

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Um bebê nascido nas barracas de Auschwitz-Birkenau, em setembro de 1944. Uma sonata composta por um jovem oficial alemão, na mesma data, também em Auschwitz. Duas histórias que se cruzam e se completam. Décadas depois, Amália, jovem portuguesa, começa a levantar o véu de um passado nazista da família a partir de uma partitura que lhe é revelada por sua bisavó alemã. A dúvida de que o avô, dado como morto antes do fim da Segunda Guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro, a leva a atravessar o oceano e a conhecer Adele e Enoch, judeus sobreviventes do Holocausto. A ascensão do nazismo na Alemanha, culminando na fatídica Noite dos Cristais, a saga dos judeus húngaros da Transilvânia, os guetos na Hungria e Romênia, os trens para Auschwitz, os mistérios acontecidos no campo de extermínio da Polônia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos num lago de Potsdam oferecem os trilhos que Amália percorrerá para montar o quebra-cabeça.

Título: Sonata em Auschwitz
Autor(a): Luize Valente
Editora: Record
Páginas:378
Ano: 2017

Em Sonata em Auschwitz, Luize Valente mistura um romance de pesquisa e um testemunho inspirado em relatos reais de uma sobrevivente do holocausto que conheceu no Rio de janeiro em 2015. 
Tudo começa quando Amália uma portuguesa com descendência alemã ouve uma ligação sem querer do seu pai com a bisavó com quem sua família nunca teve contato. Amália decide procurar  a bisavó escondida de seus pais na esperança~de saber porque nunca foram próximos , acaba descobrindo um passada que seu pai fizera questão de esconder:Seu bisavô era do alto escalão do líder nazista Adolf Hitler  e seu avô era capitão de um dos campos de concentração mais temidos da Segunda Guerra. Entretanto em uma carta entrega por sua  bisavó no leito da morte revela que seu avô Capitão Schimidt  salvara uma criança  que veio ao mundo nas barracas de Auschwitz filha de uma judia. Amália decide procurar noticias dos sobreviventes da guerra.
A historia é contada por diversos personagens, cada um mostrando o seu sofrimento numa escrita emocionante e envolvente.
A leitura é muito bem elaborada e muito rica em detalhes, que ainda  que envolva diversos personagens não deixa cair  em monotonia .
Devo destacar a dedicação da escritora foi perfeita em seus relatos, me emocionei varias vezes com a historia. É incrível como quanto mais você lê sobre a segunda guerra, mais você aprende, sempre você se depara com versões de pessoas diferentes,  uma visão de um país que você ainda desconhece é sempre um aprendizado. Adorei o livro! Leiam!


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Eu indico - O menino do Vagão - Pam Jenoff


Uma fantástica história de amizade nascida através do sacrifício e da necessidade de sobreviver durante a Segunda Guerra Mundial. Durante a ocupação nazista na Holanda, Noa, uma jovem de apenas 16 anos, engravida de um soldado alemão. Contra a sua vontade, ela é obrigada a entregar seu bebê recém-nascido para a adoção e é praticamente abandonada em um cenário de guerra e destruição. Em busca de abrigo, ela chega em uma pequena estação de trem no interior da Alemanha onde, em troca de comida e um lugar para dormir, ela passa a trabalhar. Até que em uma fria noite de inverno, Noa descobre um vagão de trem repleto de crianças judias roubadas de seus pais, com destino a um campo de concentração. Em um momento que mudará toda a sua vida, ela decide salvar um dos bebês judeus. E, talvez, recuperar a esperança que foi levada junto com o seu filho. Começa assim, a sua jornada em busca da liberdade. Em O Menino do Vagão, Pam Jenoff constrói personagens inesquecíveis e emocionantes para nos oferecer o poder que só uma ficção poderosa consegue criar: o olhar do passado para refletirmos o futuro e o que significa, verdadeiramente, sermos humanos.
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Titulo:O Menino do Vagão
Autora: Pam Jenoff
Ano:2017
Editora: Harper Colins
Páginas: 288
O Menino do Vagão conta a dramática história de Noa e Astrid. Noa é uma jovem Holandesa de dezesseis anos que é expulsa de casa depois de engravidar de um soldado alemão nazista. Sozinha e sem dinheiro ela conhece uma senhora em um trem, que lhe dá um conselho. Que Noa doe o seu bebê  a uma instituição que acolhe mães solteiras para o Projeto Lebensborn. Chegando lá ela dá a luz a seu filho, mesmo desistindo de doar o bebê,  a criança é arrancando dela. Assim sem dinheiro  ela continua na Alemanha trabalhando numa estação de trem limpando o lugar, até que um dia ela encontra um vagão cheio de bebês a maioria mortos pela fome e frio, sofrendo pela sua perda ela ela pega um bebe que ainda esta vivo e  foge com ele. Acaba adormecendo de exaustão na neve  é achada por Astrid. E Astrid que foi criada no mundo circense e de origem judia. Conhece o soldado Erich e acaba largando o mundo do circo e se casando com ele. Cinco anos depois tudo a Guerra é declarada e Erich como soldado de Hitler tem que se divorciar de Astrid por sua origem judaica. Ela se vê sozinha e sem amparo decide voltar para a casa dos pais que infelizmente já não se encontram mais lá. E em busca do paradeiro deles ela bate na porta de um antigo rival de seu pai também dono de um circo e para sua surpresa ele que lhe oferece emprego de trapezista no seu circo.
O menino do vagão é o segundo livro que leio dessa escritora, o primeiro foi  A amante do oficial que devorei em dois dias e foi estarrecida com sua escrita, foi um dos livros que mais mexeu comigo nesse ano. Quando comecei essa leitura  já estava esperando uma pitada de drama. A escrita é  encantadora, embora não seja um historia real é muito bem elaborada, rica em detalhes e muita emoção e dificil desgrudar do livro, adorei a historia!


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Eu indico - O Zoológico de Varsóvia - Filme

Resultado de imagem para o zoológico de varsóviaPolônia, 1939. O zoológico de Varsóvia é mantido sob o comando de Jan Zabinski e cuidados de Antonina, sua esposa. Quando o país é invadido pelos nazistas, eles são forçados a se reportar para o zoologista, Lutz Heck . Em pouco tempo, eles começam a trabalhar com a resistência e planejam salvar centenas de vidas ameaçadas pela invasão.

Título original:The Zookeeper's Wife
Data: 2017 (2h 07min)
Direção: Niki Caro
Elenco: Jessica Chastain, Daniel Brühl, Johan Heldenbergh
Gêneros Drama, Biografia, Guerra
Nacionalidades EUA, Reino Unido

O Zoológico de Varsóvia conta a historia de Jan e Antonina, ambos são donos de um zoológico, com a chegada da guerra os nazista destroem o zoológico e levam os animais de raça valiosas para Alemanha. Antonina e Jan não conseguem ver as atrocidades com que os judeus são submetidos no gueto de varsóvia e decidem se arriscar suas vidas ajuda-los. O filme retrata detalhadamente toda a emoção, medo, angústia, terror e destruição causados pela guerra. A fotografia do filme ficou excelente, o figurino da época consegue até nos transportar até lá a Polônia .
Resultado de imagem para O Zoológico de VarsóviaEu ainda não li o livro, mais o filme foi muito bem produzido superou as minhas expectativas. A credito que tenha ficado muito próximo com o livro.
Devo destacar a atuação da atriz Jessica Chastain que interpreta Antonina Zabinski, sua força, coragem e sutileza nas horas certas fazem com que a gente se conecte com sua personagem. Jessica Chastain é a alma do filme mesmo com  um papel difícil nas mãos ela cativou os telespectadores.
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  • O zoologico de Varsovia conta a história do casal cristão Antonina e jan Zabinski que ajudou a salvar mais de 300 judeus durante a Segunda Guerra  apesar da ameaça nazista - que se estendia a qualquer pessoa que ousasse questionar o regime de Hitler - os Żabiński abrigaram e protegeram mais de 300 judeus no Zoológico de Varsóvia que eles gerenviavam, mantendo esses convidados a salvo dos nazistas.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Eu indico - Negação - Filme

Resultado de imagem para negação filmeDeborah E. Lipstadt (Rachel Weisz) é uma conceituada pesquisadora que, em seu livro, ataca veementemente o historiador David Irving (Timothy Spall), que prega que o Holocausto não existiu e é uma invenção dos judeus para lucrar mais. Julgando-se prejudicado pelo que foi publicado, Irving entra com um processo por difamação contra Deborah. Só que, pelas leis britânicas, em casos do tipo é a ré quem precisa provar a veracidade da acusação. Logo ela se vê em uma disputa judicial que, mais do que envolver dois estudiosos da História, pode colocar em dúvida a morte de milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Ano:2017 
(1h 50min)
Direção: Mick Jackson
Elenco: Rachel Weisz, Tom Wilkinson, Timothy Spall 
Gêneros Drama, Crime, Biografia
Nacionalidades EUA, Reino Unido

Negação e baseado num livro que revirei a internet e não achei um livro traduzido, então decidi resenhar o filme já que vocês já devem imaginar é sobre segunda guerra mundial. O livro nos mostra um briga entre uma pesquisadora e um historiador sobre a existência do holocausto. A principio eu pensei que fosse uma historia maçante, porem entre audiências, tribunais e brigas (quase sem fim)  o filme me deixou estupefata. 
Resultado de imagem para negação filme De um lado está Deborah, pesquisadora idealista que se dedica não apenas à verdade histórica, mas também em denunciar mentiras proferidas sobre o Holocausto; do outro está Irving, ardiloso e populista, buscando sempre os holofotes da fama. O filme é maravilhoso, no inicio eu pensei que ia cair na monotonia de um julgamento sem fim, porém me enganei, a cada audiência descobria- se novos fatos e a trama se tornava cada vez mais complexa e interessante, te deixando tensa e sem tirar os olhos da tela. Adorei o filme, assistam!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Eu indico - As espiãs do dia D - Ken Follett

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Segunda Guerra Mundial. Na fúria expansionista do Terceiro Reich, a França é tomada pelas tropas de Hitler. Os alemães ignoram quando e onde, mas estão cientes de que as forças aliadas planejam libertar a Europa. Para a oficial inglesa Felicity Clairet, nunca houve tanto em jogo. Ela sabe que a capacidade de Hitler repelir um ataque depende de suas linhas de comunicação. Assim, a dias da invasão pelos Aliados, não há meta mais importante que inutilizar a maior central telefônica da Europa, alojada num palácio na cidade de Sainte-Cécile.  Quando Felicity e o marido, um dos líderes da Resistência francesa, tentam um ataque direto, Michel é baleado e seu grupo, dizimado.
Abalada pelas baixas sofridas e com sua credibilidade posta em questão por seus superiores, a oficial recebe uma última chance. Ela tem nove dias para formar uma equipe de mulheres e entrar no palácio sob o disfarce de faxineiras. Arriscando a vida para salvar milhões de pessoas, a equipe Jackdaws tentará explodir a fortaleza e aniquilar qualquer chance de comunicação alemã – mesmo sabendo que o inimigo pode estar à sua espera.
                       Ano: 2015     Páginas: 448     Editora: Arqueiro